domingo, novembro 22, 2009

Frederico Carlos Hoehne (1882 – 1959)

Nasceu a 1º de março de 1882, no município de Juiz de Fora (MG). Quando jovem mudou-se para o Rio de Janeiro, sendo que, em 06 de agosto de 1907, iniciou sua carreira no serviço público, onde foi nomeado Jardineiro Chefe do Museu Nacional.

Entre 1908 e 1912 trabalhou na Comissão Rondon, ocupando o cargo de “Ajudante Botânico”. De 1913 a 1914 fez parte da expedição científica “Roosevelt-Rondon”, voltando depois a fazer novamente parte da Comissão Rondon, na qual trabalhou até 1917. Nesse ano, a convite do Dr. Artur Neiva, foi contratado para exercer o cargo de Botânico do Instituto Butantã (São Paulo). Foi criado o Horto “Oswaldo Cruz” onde iniciou a Seção de Botânica. Transferida em 1923 para o Museu Paulista e mais tarde, no ano de 1928, para o Instituto Biológico. Em 1929 Hoehne foi contemplado com o título de “Doutor Honoris Causa” da Universidade de Goettingen, Alemanha.

Em 1938 a Seção de Botânica foi desmembrada pela criação do Departamento de Botânica do Estado, mais tarde reorganizada no Instituto de Botânica. Lá permaneceu como diretor até sua aposentadoria em 1952, onde recebeu o título de “Servidor Emérito do Estado”.

Contribuiu enormemente para a flora do Brasil, ao idealizar e iniciar a publicação científica, a FLORA BRASÍLICA, sendo autor de oito volumes. Sendo que o grupo vegetal que mais lhe fascinava eram as orquídeas, às quais chamava de “Rainhas da floresta”.

Hoehne faleceu aos 16 de março de 1959, com idade de 77 anos.

Fonte: TEIXEIRA, A. R. 1962. Frederico Carlos Hoehne. Arquivos de Botânica do Estado de S. Paulo. 3: 221-222.

Um comentário: