segunda-feira, novembro 19, 2012

Guido Frederico João Pabst (1914-1980)



Nascido aos 19 de setembro de 1914 em Porto Alegre (RS) um alto funcionário da antiga VARIG, dedicava-se nas horas livres à botânica. Ao ser transferido para o Rio de Janeiro, foi fortemente iniciado na botânica por Edmundo Pereira e Graziela Barroso, recebendo boa parte de sua instrução sobre Orchidaceae dos botânicos Alexandre Curt Brade e Frederico Carlos Hoehne. Apesar de sua morte, este ainda permanece como um dos principais nomes da Orquidologia do Brasil. Em 1950 publicou seus primeiros manuscritos sobre orquídeas, totalizando quase 200 trabalhos científicos.
Estudou na Europa as coleções de orquídeas brasileiras dos herbários: Royal Botanical Garden (Kew); Museum de Histoire Naturelle (Paris) e; Botanische Staatssammlung (Munique). Além das coleções dos Estados Unidos: Oak Ames Orchid Herbarium (Harvard University em Cambridge) e; United States National Museum (Washington).
Em 1958, por ocasião do Sesquicentenário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, recebeu a medalha D. João VI. Sendo que neste mesmo ano fundou o HerbariumBradeanum.
O Brasil herdou deste inestimável pesquisador obras como a Orchidaceae Brasiliensis (vol. 1 e 2) e boa parte das orquídeas coletadas em seu tempo foram justamente determinadas por Pabst, fato que pode ser observado nas exsicatas da maioria dos herbários brasileiros.
Publicou ao total cerca de 186 novas espécies de orquídeas, algumas delas bastante raras como no exemplo abaixo de uma espécie endêmica de Santa Catarina: 
Acianthera murexoidea (Pabst) Pridgeon & M.W.Chase
Guido Frederico João Pabst faleceu, com 65 anos, em 27 de abril de 1980. Em sua homenagem foram criados gêneros de orquídeas: Pabstiella Brieger & Senghas e Pabstia Garay.

Pabstiella mirabilis (Schltr.) Brieger & Senghas
Pabstia viridis (Lindl.) Garay
Referências Bibliográficas:
HATSCHBACH, G. Lista das orquidáceas paranaenses do herbário Hatschbach. Orquídea 24: 90-96. 1962.
KLEIN, R. M. Ecologia da flora e vegetação do Vale do Itajaí. Sellowia 31: 1-164. 1979.
PABST, G. & DUNGS, F. Orchidaceae Brasiliensis. v. 1. Kurt Schmersow, Hildeshein. 1975.
PABST, G. & DUNGS, F. Orchidaceae Brasiliensis. v. 2. Kurt Schmersow, Hildeshein. 1977.
REVISTA BRADEA. Guido Frederico João Pabst. Bradea 10: 65-76. 1980.

terça-feira, agosto 28, 2012

Madeiras do Paraná

Interessante!
 
Quem já visitou o Museu Ferroviário de Curitiba pôde ver que , além de todos os objetos históricos, há uma coleção com os vários tipos de madeiras das Formações Vegetacionais paranaenses. Vale a pena passar lá pra dar uma conferida. É de graça!





http://www.sppert.com.br/Brasil/Paran%C3%A1/Curitiba/Turismo/Cultural/Museus/Museu_Ferrovi%C3%A1rio_de_Curitiba/

sexta-feira, julho 27, 2012

fitorremediação

No programa de Mestrado em Botânica da UFPR, existe um grupo de pesquisa trabalhando com fitorremediação, que consiste na obtenção de plantas resistentes a metais pesados e outros agentes contaminantes para remediar ambientes degradados. Abaixo, segue-se entrevista feita em 2010 com a professora Marguerite para um site da internet:

Eucalipto transgênico poderá recuperar solos poluídos


Você sabia que já há estudos de plantas transgênicas visando à despoluição do ambiente? Um exemplo disso é o eucalipto que está sendo desenvolvido pela equipe da professora Marguerite Quoirin na Universidade Federal do Paraná. A pesquisa pretende desenvolver uma planta resistente a metais pesados. Se tudo der certo, no futuro esse eucalipto poderá ser usado em áreas contaminadas por resíduos industriais para recuperar o solo.

O Biotec Pra Galera conversou com a professora Marguerite para entender melhor como será o funcionamento do eucalipto.
Ficha Técnica:Nome: Marguerite Quoirin
Formação: Doutora em Ciências Agronômicas pela Faculté des Sciences Agronomiques de Gembloux, Bélgica
Cargos atuais: Professora e pesquisadora do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Paraná

Biotec Pra Galera: Quais serão as características especiais do eucalipto transgênico que está sendo elaborado? Marguerite Quoirin: Ele deve ter tolerância a metais pesados. Ainda não sabemos exatamente que metais, pois isso precisa ser determinado quando tivermos plantas transformadas. Os metais pesados são, por exemplo, cobre, cádmio, mercúrio, chumbo e cromo. Alguns deles são micronutrientes para a planta, ou seja, desempenham um papel na planta (cobre, ferro, cobalto, zinco). Outros não têm nenhuma função biológica, e a planta os estoca em compartimentos da célula onde eles não vão ter efeito tóxico.
Biotec Pra Galera: Na pesquisa, estão sendo usados genes de outras espécies para melhorar o eucalipto?Marguerite Quoirin: Por enquanto, usamos um gene isolado de Casuarina, outra espécie ( de árvore) lenhosa. Se forem isolados genes do mesmo tipo de eucalipto, poderemos utilizá-los, assim como os de outras espécies.
Biotec Pra Galera: Como o eucalipto vai conseguir recuperar solos de áreas poluídas?Marguerite Quoirin:  Absorvendo metais pesados presentes nesses solos pelas raízes e estocando-os na madeira, por exemplo. A vantagem dessas espécies é que elas podem ficar por muito tempo no solo poluído e estocar metais durante um período de tempo longo (processo de fitorremediação).
Biotec Pra Galera: Ele poderá ser usado para outros fins comerciais também, como produção de celulose? Marguerite Quoirin: Em princípio, sim, mas isso tem que ser estudado. Parece-me mais interessante a utilização da madeira para postes e construções. Em certos casos, as partes aéreas das plantas são incineradas a alta temperatura e os metais são recuperados a partir das cinzas (processo chamado de “phytomining”).
Biotec Pra Galera: Há quanto tempo a pesquisa está em andamento? Marguerite Quoirin: Três anos, mas ainda está no início, uma vez que não temos financiamento externo.
Biotec Pra Galera: Vocês têm previsão de quando o eucalipto modificado possa ser plantado em grandes quantidades?Marguerite Quoirin: Vai demorar bastante, são pesquisas de longo prazo. Outro aspecto que nos interessa estudar é como atuam as metalotionéinas, proteínas que se ligam aos metais dentro da planta.
Biotec Pra Galera: Que outras pesquisas com biotecnologia vegetal estão sendo feitas no Laboratório de Micropropagação Vegetal da UFPR? Marguerite Quoirin: No Laboratório de Micropropagação do Departamento de Fitotecnia do Setor das Ciências Agrárias são realizadas principalmente pesquisas de micropropagação (propagação vegetativa) de espécies frutíferas, florestais e ornamentais, pesquisas de melhoramento genético de cítricos e de plantas aromáticas e pesquisas de estudo de resistência ao estresse ambiental em eucalipto.




Copyright © 2010. Jairo Bouer . Todos os Direitos Reservados.

Referência:
http://www.doutorjairobouer.com.br/atualidades.asp?IdConteudo=483&idTipoItem=22 




quinta-feira, julho 26, 2012

Receitas caseiras para jardinagem – será que tem algum fundamento científico?


Receitas caseiras para jardinagem – será que tem algum fundamento científico?



 

Aspirina: A aspirina possui ácido acetilsalicílico o qual, quimicamente, tem semelhança estrutural com os salicilatos, um grupo hormonal dos vegetais. Os salicilatos são responsáveis, dentre outras coisas, pela formação de flores, longevidade de flores e inibição da formação de etileno (o etileno é um hormônio da senescência de plantas). Isso significa que aquela história de colocar uma aspirina em um vaso com rosas tem um fundamento, e as flores podem sim durar mais que as que estejam em um vaso apenas com água.





 
Pílula anticoncepcional: O estradiol, substância química análoga ao hormônio feminino estrogênio, presente na maioria das pílulas anticoncepcional, tem semelhança química com os brassinoesteróides, hormônios vegetais responsáveis pelo crescimento de parte aérea (folhas e galhos) das plantas. Portanto, desde que em quantidade adequada, colocar pílula na água de rega de samambaias (ou de qualquer outra planta, rs) pode sim deixá-las mais “cheias” e viçosas.






Adoçante à base de Stevia spp.: O glicosídeo steviol, princípio ativo do adoçante, tem em sua molécula um núcleo esteróide o qual, assim como o estradiol, também se parece quimicamente com os brassinoesteróides, funcionando como um análogo do hormônio vegetal. Ou seja, também pode ser utilizado com a mesma finalidade da pílula.

segunda-feira, junho 25, 2012

Divulgação: minicurso aquarela

MINI CURSO - AQUARELA APLICADA À ILUSTRAÇÃO BOTÂNICA
MINISTRANTE: FATIMA ZAGONEL – www.fatimazagonel.com.br
Especializada em Ilustração Botânica pelo Royal Botanic Gardens - Kew - RU
Sócia fundadora e docente do Centro de Ilustração Botânica do Paraná –CIBP
MATRÍCULAS: DE 21 DE JUNHO A 10 DE JULHO PELO E-MAIL fatima@zagonel.net



DATA: DE 16 A 20 DE JULHO DE 2012
LOCAL: CENTRO DE ILUSTRAÇÃO BOTÂNICA DO PARANÁ – CIBP – www.cibp.com.br
Rua Euzébio da Motta, 40 - 80530-260, Curitiba/PR - Fone (41)3352-4919
HORÁRIO: DAS 13:30 ÀS 17:30
CARGA HORÁRIA: 20 HORAS
PREÇO: R$350,00, SENDO R$150,0 NA MATRÍCULA E O RESTANTE NO INÍCIO DO CURSO.
TURMAS: DE 6 A 10 ALUNOS

terça-feira, junho 12, 2012

Leon Croizat


Ciência avessa ao academicismo:
a história de Leon Croizat, pai da panbiogeografia

A vida acadêmica muitas vezes nos coloca frente a dilemas, principalmente quanto à questões como publicações, reconhecimento, quantidade versus qualidade. Nunca vou me esquecer das primeiras aulas de biogeografia, ainda na graduação, quando o prof. Cláudio nos apresentou a história da vida de Leon Croizat. Fiquei fascinada pela vida e obra deste grande cientista, e o considero uma grande inspiração quando tudo conspira contra o que acreditamos.
Por isso, e também pelo fato dele ter sido um exímio botânico, famoso por lembrar de exsicatas de cabeça com detalhes (a ponto de não precisar pedi-las emprestadas novamente quando necessitava!), acredito que nada mais justo que homenageá-lo aqui no nosso blog da Botânica.
O texto que segue abaixo foi escrito pelo biólogo Gustavo Miranda, do Museu Nacional/UFRJ e conta de uma forma bem bacana um pouco da história de Croizat.

Atualmente, o grau de qualidade de um pesquisador é medido pela quantidade de artigos científicos publicados e se pelo menos alguns deles foram feitos em revistas de alto fator de impacto. Quase que comprovadamente, quem possui muitas publicações é considerado um pesquisador de grande qualidade e renome no meio científico, enquanto que o contrário, não tem tanto impacto assim. Muitas vezes isso pode ser considerado verdade, uma vez que os vários órgãos de fomento à pesquisa fazem com que quase todos tenham dinheiro suficiente para conduzir seus trabalhos, e, com isso, produzir resultados. Uma pessoa pobre ou de classe média que sozinha nunca conseguiria conduzir uma vida de cientista por ter que trabalhar e sustentar uma família ou a si mesmo, com esse tipo de apoio financeiro é capaz de alcançar o mundo acadêmico, contando é claro com muito esforço e um pouco de sorte.
Numa época não muito distante da nossa, em meados do século XIX, a quantidade de publicações muitas vezes não condizia com a qualidade do pesquisador. O valor científico dos manuscritos é que revelava a qualidade do cientista. Prova incontestável disso foi Charles Darwin, que em sua vida, além de publicar o livro A origem das espécies, escreveu pouco mais do que sobre cracas, movimento das plantas e minhocas. Porém, pela revolução causada por sua teoria (a da seleção natural), Darwin passou a ser um dos ícones da Biologia, muito mais que Alfred Russel Wallace, o outro autor da mesma teoria que, entretanto, é o primo pobre da história.
Como o ano da teoria da evolução já passou, podemos trocar um pouco de assunto e adentrar outros campos da Biologia. Apesar de a área de estudo mudar, o apreço por cientistas com muitas publicações e possuidores de uma condição monetária elevada continua. Leon Croizat foi uma das vítimas dessa injustiça acadêmica.
Nascido na Itália em 1894, filho de comerciantes, e apaixonado pelas ciências naturais, Croizat não pôde seguir o natural caminho de um estudante para a universidade. Em 1914 foi convocado para servir o exército italiano na primeira guerra mundial.
Passada a guerra de trincheiras, Croizat pôde finalmente entrar na universidade graças a condições especiais dadas a veteranos de guerra, graduando-se em direito na universidade de Turim. Em 1922, época em que se preparava para fazer seu PhD e finalmente estudar as ciências naturais, foi forçado a abandonar seu país por razões políticas devido ao fascismo introduzido na Itália.
Em 1923, Croizat se instala nos Estados Unidos e enfrenta a severa realidade de um imigrante. Durante consideráveis quinze anos, realiza trabalhos precários e passa por tempos difíceis até finalmente conseguir um trabalho temporário na Universidade de Harvard. Ele tinha a função de mapear o terreno de Arboreto Arnold, localizado na própria universidade, trabalho este que foi a porta de entrada de Croizat na carreira científica. Terminado o mapeamento ele conseguiu um emprego de assistente técnico na instituição. Nos horários livres, se deleitava em uma das maiores coleções de plantas do mundo e uma das mais magníficas bibliotecas do planeta. Aos quarenta e quatro anos, Leon Croizat finalmente iniciava seu tão sonhado estudo do mundo natural.
Croizat mergulhou profundamente no estudo da botânica, sozinho e sem orientação. Conhecia por autodidatismo todas as línguas importantes da época e decidiu entender todo o pensamento da botânica ocidental desde seu início no século XVII. Comprometeu-se ainda a entender os padrões de distribuição geográfica de todas as plantas do mundo. Dedicou-se a esse trabalho durante dez anos (1938 a 1947) e anotava tudo o que lia, pensava ou percebia em diversos cadernos, que no final de sua pesquisa se espalhou por nada menos que quatrocentos volumes.
Com esse estudo, Croizat pôde analisar a distribuição de praticamente toda diversidade vegetal conhecida na época e comparar seus resultados com a distribuição de outros grupos, como minhocas, moluscos e aves. Logo ele percebeu que haviam padrões de distribuição repetidos entre as biotas. Na época, a idéia dominante era a do dispersionismo que propunha que os organismos tinham um centro de origem e desse ponto se dispersavam para outros lugares do planeta, sendo sua distribuição atual o resultado dessa dispersão. Porém, sua percepção foi além do senso comum.

Croizat se questionava como espécies de organismos com biologia e ecologia tão diferentes, seguiam padrões de dispersão tão semelhantes. Sua conclusão se baseou numa mudança revolucionária de perspectiva. Ele concluiu que não eram as biotas que se moviam juntas entre os continentes, mas os continentes que se moviam carregando as biotas consigo.
Sua idéia deu grande suporte a teoria de Wegener da deriva continental, que na época estava em profundo descrédito. Indiretamente, Croizat conseguiu apenas com dados biológicos, provar uma teoria da geologia.
Prestes a completar dez anos em Harvard e conseguir estabilidade em seu cargo no emprego, Croizat foi demitido. Com isso, esvaiu-se sua chance de publicar a idéia pela universidade. Novamente encontrava-se sem emprego, sem diploma de biólogo, sem publicações, mas desta vez, com uma idéia revolucionária. Suas qualificações não o reputavam o bastante para conseguir bom emprego. Por sorte, conseguiu cargo como professor na universidade de Caracas, na Venezuela. Sua primeira posição acadêmica conseguida aos cinquenta e três anos.
Em Caracas, Croizat pôde finalmente colocar seus pensamentos em ordem. Ele postulava que as biotas atuais derivam de biotas ancestrais que se dividiram em resposta a mudanças geográficas, produzindo espécies vicariantes. A palavra vicariante tem sua raiz no italiano e significa representante. Espécies vicariantes já eram reconhecidas desde os tempos de Darwin e Wallace, mas foi Croizat quem fez uma análise das biotas como um todo. Sua tão revolucionária visão foi então denominada por ele mesmo de pan-biogeografia (biogeografia do todo). Ele não considerava sua idéia uma teoria, mas sim um método para se estudar padrões biogeográficos.
Jardim Xerófito Leon Croizat - Venezuela
Dedicou-se então dez anos escrevendo volumosos livros, alinhando sequências de exemplos de variados grupos de plantas e animais, produzindo, finalmente, seu primeiro manuscrito,
Panbiogeography, com cerca de mil páginas em três volumes. Porém, como pudemos observar até agora, a sorte não costumava andar muito ao lado de Croizat. Após pronto seu laborioso trabalho, nenhuma editora se interessou em publicar seus livros.
Contudo, devido a sua grande teimosia, Croizat pegou suas sacrificadas economias e publicou o livro de seu próprio bolso no ano de 1958, aos sessenta e 
quatro anos. No ano de 1964, publicou outro livro também com seu próprio dinheiro chamado Space, time, form: the biological synthesis, referente às suas idéias.
Após esses eventos de sofrido sucesso, Croizat finalmente começou a ser reconhecido na biogeografia mundial e a publicar artigos em revistas, apesar de serem de baixo prestígio. Provavelmente devido a sua adiantada idade, Croizat era avesso a novas idéias. Como exemplo, a teoria da tectônica de placas que surgiu na década de 60, afirmou definitivamente que seu método estava correto, porém, foi terminantemente refutada por ele. O surgimento da sistemática filogenética de Willi Hennig, que somado às suas idéias foi capaz de reconstituir a distribuição atual dos organismos, como fizeram Gareth Nelson, Norman Platnick e Donn Rosen, fazendo surgir a Biogeografia de Vicariância, também não foi aceita por um Croizat já com oitenta anos. Por causa dessas aversões à novidades, é considerado um dos cientista mais controversos da biologia do século XX.
Com isso, a figura de Leon Croizat foi gradualmente sendo ofuscada pelas novas e modernas teorias propostas por Nelson, Platnick, e Rosen o que fez com que a ciência e a história pouco a pouco o esquecesse. Porém, como bem disse Fernando Fernandez em seu livro O Poema Imperfeito, “essa figura serve como um maravilhoso exemplo para nos inspirar neste mundo atual no qual o mérito tantas vezes parece tão pouco valorizado, e os sonhos, tão distantes”.


Referências Bibliográficas:
<http://biodevaneios.blogspot.com.br/>
FERNANDEZ, F., 2004. O poema imperfeito: Crônicas de Biologia, Conservação da Natureza e seus Heróis. Ed. UFPR, 257 pp.
COLACINO, C., 1997.
Léon Croizat’s Biogeography and Macroevolution, or … “Out of Nothing, Nothing Comes”. Philipp. Scient. 34 (1997):73-88.
HARMAN, O.; DIETRICH, M.R. Rebels, mavericks and heretics in biology. Ed. Yale University, 2009, 416 pp.
Imagens: Google